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terça-feira, 19 de julho de 2016

The Outsiders

E a banda de punk rock The Outsiders está finalizando a produção de sua primeira demo, com 5 sons próprios. Dia 30 de julho tem uma gig agendada para o Hotel Bar, ás 21H. Logo mais postaremos outras news do Outsiders e sons aqui no Alternar !!



The Generators - "Throw Away The Key"

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

The Ramones - Full Concert - 12/28/78 - Winterland (San Francisco, CA)


- Rockaway Beach (Incomplete)
0:01:51 - Teenage Lobotomy
0:03:44 - Blitzkrieg Bop
0:05:54 - I Don't Want You
0:08:31 - Go Mental
0:10:34 - Gimme Gimme Shock Treatment
0:12:04 - Rock 'N' Roll High School
0:14:23 - I Wanna Be Sedated
0:16:51 - I Just Wanna Have Something To Do
0:19:23 - Sheena Is A Punk Rocker
0:21:38 - I'm Against It
0:23:36 - Commando
0:25:38 - Needles and Pins
0:28:31 - Surfin' Bird
0:31:05 - Cretin Hop
0:32:46 - Listen To My Heart
0:34:21 - California Sun
0:36:05 - I Don't Wanna Walk Around With You
0:37:26 - Pinhead
0:39:58 - Do You Wanna Dance?
0:41:45 - We're A Happy Family

Repo Man - A Onda Punk (Filme Completo e Dublado)



Desde sua estréia, este filme virou nos EUA um cult que nunca chegou a ser imitado no Brasil. Produzido pelo criativo Michael Nesmith, originalmente do grupo The Monkeys, ele revelou o diretor Alex Cox, que por uns tempos andou na moda, fazendo "Sid and Nancy". A palavra título quer dizer "repossessor", o homem que recupera os carros cujos donos deixaram de pagar as prestações. Embora procure ter um tom de sátira social, o filme parte em determinados momentos para a fantasia (ficção não científica). Para ser visto de cabeça feita.
Rubens Ewald Filho.

Trilha Sonora:
1. Repo Man - Iggy Pop
2. TV Party - Black Flag
3. Istitutionalized - Suicidal Tendencies
4. Coup D'Etat - The Circle Jerks
5. El Clavo Y La Cruz - The Plugz
6. Pablo Picasso - Burning Sensations
7. Let's Have A War - Fear
8. When The Shit Hits The Fan - The Circle Jerks
9. Hombre Secreto (Secret Agent Man) - The Plugz
10. Bad Man - Juicy Bananas
11. Reel Ten - The Plugz


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Motörhead - Documentário Live Fast, Die Old ( Legendado em Português ) + Frases.

Lemmy Kilmister, 1945 – 2015 - R.I.P





''Se você acha que está velho demais para o Rock and Roll, então está.''

''Viva e deixe viver é a pedra fundamental da minha vida. Eu sou essencialmente um anarquista – não dá pra se confiar em pessoas, sabia? Se você desse para todos do mundo a mesma quantidade de dinheiro amanhã, em duas semanas alguém em algum lugar estaria com a maioria desse dinheiro.''

''Nós somos considerados uma banda da Heavy Metal só porque usamos cabelos compridos. Se você tem cabelos compridos então você é Heavy Metal. Nós somos apenas uma banda de Rock'n'Roll.''

''Eu sou um homem muito simples. Não preciso de muito para me sentir satisfeito. Desde que eu tenha um teto sobre minha cabeça, uma TV, alguns discos, dinheiro suficiente para sair e encher a cara e botar umas tetinhas na minha boca, estou plenamente feliz.''

''Na minha vida até agora, descobri que na verdade só há dois tipos de pessoas: aqueles que estão com você, e aqueles que estão contra você. Aprenda a reconhecê-los, pois eles são frequentemente e facilmente confundidos um com o outro.''

''Abandone o certo ou errado, decida por si mesmo.''



domingo, 27 de dezembro de 2015

Bad Religion - The Resist Stance


"The Resist Stance"

Seeds of rebellion lay outside your front door
If you nourish them and water them they'll grow into a healthy "what for?"
And if revolution isn't what's in store, how can you care anymore?

It's a dangerous slip, a conscientious shift
In the spirit of resistance you gotta hold your grip
Lest the state of your resolve makes you quickly devolve to a fundamentalist

You're an archetype that they can pin to the wall
When you cling to your convictions like a farm animal in its stall
Never thinking of the bigger world outside, as they take you for a ride

It's a dangerous slip, a conscientious shift
In the spirit of resistance you gotta hold your grip
Because passion unabated can be readily conflated with belligerence

It's a dangerous slip and a conscientious shift
In the spirit of resistance you gotta hold your grip
And the verdict won't be kind, cuz they're desperate for a viable alternative.

Take a stance. The resist stance.
Take a stance. The resist stance.
Take a stance. The resist stance.
Take a stance. The resist stance!



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Paul McCartney - "Se os abatedouros tivessem paredes de vidro..."

No vídeo "Glass Walls" (Paredes de Vidro), produzido pela PETA, Paul McCartney expõe de forma detalhada e contundente a indústria de carnes, ovos e leite. Legendado por Aline Caliman e Guilherme Carvalho.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Racionais MC's - Raio X do Brasil (1993)




1993 - RDS Fonográfica
Faixas:
1-Fim de semana no parque
(Edy Rock, Mano Brown)
2-Parte II
(Edy Rock)
3-Mano na porta do bar
(Edy Rock, Mano Brown)
4-Homem na estrada
(Mano Brown)
5-Júri Racional
(Mano Brown)
6-Fio da navalha
(Edy Rock, Ice Blue, Mano Brown, KL Jay)
7-Salve
(Edy Rock, Mano Brown)


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

GRAACC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer



O GRAACC:

O GRAACC - Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer - é uma instituição sem fins lucrativos, criada para garantir a crianças e adolescentes com câncer, dentro do mais avançado padrão científico, o direito de alcançar todas as chances de cura com qualidade de vida. O hospital do GRAACC realiza cerca de 3.000 atendimentos anualmente, entre sessões de quimioterapia, consultas, procedimentos ambulatoriais, cirurgias, transplantes de medula óssea e outros. Além de diagnosticar e tratar o câncer infantil, o GRAACC atua no desenvolvimento do ensino e pesquisa.

O GRAACC nasceu em 1991, graças à iniciativa do Dr. Sérgio Petrilli, chefe do setor de Oncologia do Departamento de Pediatria da Escola Paulista de Medicina, o engenheiro voluntário Jacinto Antonio Guidolin e Sra. Léa Della Casa Mingione, voluntária do Hospital do Câncer.

O primeiro passo foi transferir o Setor de Oncologia Pediátrica do Hospital São Paulo para uma casa, que ficou conhecida como a "casinha". Os pequenos pacientes eram atendidos nesse local, dentro do conceito de hospital-dia, onde recebiam atendimento médico e assistencial e voltavam para as suas casas.

Fundamentado na parceria universidade/empresa/comunidade, o GRAACC despertou em empresas e instituições de larga visão social a confiança e o interesse em participar da construção do Instituto de Oncologia Pediátrica - IOP/GRAACC/UNIFESP, o hospital do GRAACC.

Em maio de 1998, esse sonho se torna realidade. É construído um moderno hospital de nove andares e dois subsolos, em 4.200 m², especializado no atendimento de crianças e adolescentes com câncer.

O hospital é gerenciado e administrado pelo GRAACC e a assistência médica, o ensino e a pesquisa são conduzidos em convênio com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM).

Anualmente, o GRAACC é auditado pela ERNST & YOUNG.
Desde 2008, o voluntariado do GRAACC é certificado com o ISO 9001.


Como Ajudar:

A existência e o sucesso do GRAACC só são possíveis pela sinergia entre três setores: o empresariado, a universidade e a sociedade. Juntos, formam a tríade que sustenta, orienta e capacita a instituição para ir cada vez mais longe, com cada vez mais competência.


O valor das parcerias:

O GRAACC tem pelos próximos anos um grande desafio: ampliar o atendimento às centenas de crianças e adolescentes vítimas de câncer que buscam tratamento no hospital com a esperança de vencer a doença. O trabalho se torna ainda mais desafiador já que o atendimento médico do GRAACC está se concentrando nos casos mais complexos (tumores neurológicos, oculares e ortopédicos), o que exige períodos mais longos de internação e novos investimentos.

Desde 1998, quando inaugurou seu hospital, o Instituto de Oncologia Pediátrica -IOP, as conquistas do GRAACC no tratamento integral e humanizado em busca da cura do câncer pediátrico ganharam o reconhecimento da sociedade e da comunidade médica, inclusive no exterior. O hospital do GRAACC transformou-se num centro de grande referência, na América Latina, operando com equipamentos de última geração, serviços especializados e excelentes resultados no combate à doença. Ao mesmo tempo, a instituição tem investido no desenvolvimento de pesquisas científicas e promovido a formação de profissionais altamente especializados em oncologia infanto-juvenil.

Por não residir na capital paulista, ou mesmo fora do Estado de São Paulo, boa parte dos jovens pacientes que recorrem ao tratamento do GRAACC acaba sendo retirada do convívio com suas famílias. Mas, para aliviar essa situação de ausência da rotina familiar, aqueles que necessitam podem se hospedar na Casa de Apoio do GRAACC, a Casa Ronald McDonald São Paulo, inaugurada em 2007. Ali, contam com o suporte extra-hospitalar necessário (alimentação, educação, transporte e lazer) durante todo o período de tratamento. Numa experiência inovadora de saúde, isso significa garantir a própria continuidade dos procedimentos médicos, favorecendo assim maior complacência ao tratamento e aumento das chances de cura.

O trabalho e a dedicação de profissionais com reconhecida competência contribuiu para a criação de uma organização única no País. Constituído de forma tripartite, o modelo de gestão do GRAACC conta com representantes da sociedade, da universidade e do setor empresarial. O hospital opera sob a sua administração e gerência, enquanto a assistência médica, o ensino e a pesquisa científica se desenvolvem por meio do convênio firmado com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp/EPM). Nossa unidade hospitalar realiza, mensalmente, mais de 4.000 atendimentos, entre sessões de quimioterapia, consultas médicas, procedimentos ambulatoriais, cirurgias e transplantes de medula óssea.

O GRAACC tem como principal missão garantir a crianças e adolescentes com câncer, dentro do mais avançado padrão científico, o direito de alcançar todas as chances de cura com qualidade de vida. No decorrer dos últimos anos isso tem sido possível graças ao trabalho de uma equipe multidisciplinar de especialistas - médicos, enfermeiros, dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e recreadores -, sempre apoiada por um abnegado e convicto grupo de voluntários. Ao todo são cerca de 650 funcionários e 450 voluntários, além de outros colaboradores externos, estudantes da Unifesp/ EPM e de mão de obra terceirizada, que diariamente ajudam a organização a alcançar o seu maior objetivo - salvar vidas.

O trabalho do GRAACC tem sido reconhecido pelos resultados obtidos na cura do câncer infanto-juvenil, que alcançam índices em torno de 70%, próximos aos verificados em instituições de saúde europeias e norte-americanas.

Nos próximos anos, outros desafios já despontam no horizonte. A ampliação da assistência dos casos de alta complexidade, a implantação de um centro de ensino à distância e o aumento da nossa área de pesquisa científica. É nesse cenário desafiador que queremos, em primeiro lugar, dizer que sem a participação de vocês, "sociedade em geral", isto não seria possível e, em segundo lugar, agradecer a todos os que têm acreditado e contribuído para a continuidade das iniciativas desenvolvidas pelo GRAACC.

Somente com a participação civil consciente dos cidadãos, das instituições e das organizações empresariais que nos apoiam é que será possível cumprir nosso papel, realizar nossa missão, melhorar a qualidade e ampliar cada vez mais o atendimento que prestamos às crianças e adolescentes atingidos pelo câncer.


Doações:

Doações financeiras, de pessoas físicas e jurídicas, são uma forma de permitir a continuidade do trabalho do GRAACC. Nosso site permite que você faça uma contribuição direta, totalmente on-line e segura.

Mas, se preferir, você pode doar por meio de nossas contas correntes:

Banco Bradesco
Agência 0548-7
Contas correntes 87087-0
CNPJ 67 185 694/ 0001-50

Você também pode ajudar por intermédio do Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD) da Prefeitura de São Paulo.

Além disso, a doação de sangue e de medula óssea são igualmente importantes para os trabalhos do hospital.

www.graacc.org.br



Lançamento “Segunda Sem Carne” no programa Bom Prato.





A Secretaria do Desenvolvimento Social lançou no dia 14 de dezembro a campanha “Segunda Sem Carne” dentro do programa de restaurantes populares Bom Prato, do governo do estado de São Paulo – a primeira unidade beneficiada é a de Santo Amaro, que atende 2,5 mil pessoas por dia, e a partir de agora substituirá a carne por proteína vegetal toda segunda-feira. As outras 48 unidades do "Bom Prato" iniciarão a nova rotina gradativamente ao longo de 2016.

A intenção é que, até o ano que vem, todas as 49 unidades - que servem almoço ao preço de R$1,00 - adotem a campanha.

O projeto, quando totalmente implementado, beneficiará mais de 80 mil pessoas a cada segunda-feira com uma alimentação saborosa e rica em proteínas e outros nutrientes, mas sem a presença da carne.

A ideia partiu da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) e do deputado estadual Roberto Tripoli (PV-SP), que levaram a proposta à Secretaria do Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo. No lançamento, estiveram presentes a coordenadora de campanhas da SVB, Mônica Buava, a nutricionista Alessandra Luglio, a assessora parlamentar do Deputado Estadual Roberto Tripoli, Regina Macedo, e o Secretário de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo Floriano Pesaro.

Antes do início da Segunda Sem Carne no Bom Prato, foram realizados dois testes cegos com os freqüentadores, ambos com mais de 90% de aprovação. No cardápio do lançamento, foi servido: quibe de proteína de soja, arroz, feijão, pão, farinha, seleta de legumes (batata, cenoura e chuchu), salada de alface, acompanhado por suco de frutas vermelhas e banana como sobremesa.

A ideia do projeto, segundo Mônica Buava, gerente da campanha Segunda Sem Carne, é possibilitar que a população - inclusive de baixa renda - descubra novos sabores e perceba que é possível ter uma refeição farta, saborosa e nutritiva sem carne. "A sociedade civil aplaude o empenho do Deputado Roberto Tripoli e o apoio do secretário Floriano Pesaro com a adesão da Secretaria do Desenvolvimento Social do estado de São Paulo à campanha Segunda Sem Carne, que beneficia não apenas a saúde das pessoas, mas também a saúde do planeta - e salva a vida de milhares de animais", salienta.

Quando o programa estiver inteiramente implementado, os restaurantes "Bom Prato" deixarão de comprar, juntos, cerca de 30 mil quilos de carne, que serão substituídos por fontes vegetais de proteína. “Estas refeições contribuirão para uma melhor saúde dos usuários do Bom Prato, já que as proteínas vegetais - como soja, feijões e outros alimentos - são vantajosas para evitar diabetes, hipertensão, obesidade e doenças cardiovasculares”, explicou Floriano Pesaro, Secretário do Desenvolvimento Social (SDS/SP), órgão responsável pelo programa Bom Prato. “As proteínas vegetais, por exemplo, não contêm colesterol e contêm menos sódio”, reitera.

A Segunda Sem Carne, que agora alcançou os restaurantes populares do estado, já existia na rede municipal de ensino de São Paulo. “Estamos otimistas. A população e o poder público estão percebendo que é possível mudar o mundo e melhorar a saúde tirando a carne do prato, e isso tudo sem perder em sabor e nutrição”, frisa Monica Buava.





Sobre o programa Bom Prato

Lançado no ano de 2000, o programa de segurança alimentar Bom Prato foi criado pelo governo do estado de São Paulo para oferecer à população de baixa renda refeições saudáveis e de preço acessível. Conta com 49 restaurantes em todo o estado de São Paulo, sendo 22 na capital, oito na grande São Paulo, cinco no litoral e 14 no interior. A refeição custa R$ 1 ao usuário, e tem subsídio governamental de R$ 3,50 para adultos e R$ 4,50 para crianças de até seis anos, que não pagam.



Sobre a SVB

Fundada em 2003, a Sociedade Vegetariana Brasileira promove o vegetarianismo como uma opção alimentar ética, saudável e sustentável. Por meio de campanhas, convênios, eventos, pesquisa e ativismo político, a SVB realiza a conscientização sobre os benefícios do vegetarianismo, e trabalha para aumentar o acesso da população a produtos e serviços vegetarianos. No ano de sua fundação, sediou o 36º Congresso Vegetariano Mundial e, nesses doze anos, foi responsável por eventos como o VegFest – Congresso Vegetariano Brasileiro, 12º Festival Vegano Internacional, Parada Veg, Mostra Internacional de Cinema Pelos Animais, entre outros.



Filiação

Os filiados à SVB, além de ajudarem a viabilizar o trabalho de uma das organizações vegetarianas mais atuantes do mundo, têm uma série de vantagens: com a contribuição de R$ 10 mensais ou R$ 100 anuais, o associado ganha uma carteira de filiação e descontos em congressos, cursos, feiras e diversos estabelecimentos vegetarianos no Brasil. Também recebe dois livretos: “Comendo o Planeta: Impactos Ambientais da Criação e do Consumo de Animais” e “Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Alimentação Vegetariana”, ambos produzidos pela SVB. Há outras opções de valores para contribuição. Todos os detalhes estão no site www.svb.org.br/filiacao





SERVIÇO:

Lançamento “Segunda Sem Carne” no programa Bom Prato
Quando: Dia 14 de dezembro (segunda-feira), às 11 horas.
Local: Unidade Santo Amaro – Av. Mario Lopes Leão, 685 – Santo Amaro, São Paulo.


INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA:

Literato Comunicação e Conteúdo
www.literatocomunicacao.com.br
(41) 3023 6600
Isadora Rupp (41) 9912-7345

Matéria por: Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)




terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Banksy.


Banksy é o pseudônimo de um grafiteiro, pintor, ativista político e diretor de cinema britânico. Sua arte de rua satírica e subversiva combina humor negro e graffiti feito com uma distinta técnica de estêncil. Seus trabalhos de comentários sociais e políticos podem ser encontrados em ruas, muros e pontes de cidades por todo o mundo.O trabalho de Banksy nasceu da cena alternativa de Bristol, e envolveu colaborações com outros artistas e músicos. De acordo com o designer gráfico e autor Tristan Manco, Banksy nasceu em 1974 em Bristol (Inglaterra), onde também foi criado.

Filho de um técnico de fotocopiadora, começou como açougueiro mas se envolveu com graffiti durante o grande boom de aerossol em Bristol no fim da década de 1980. Observadores notaram que seu estilo é muito similar à Blek le Rat, que começou a trabalhar com estênceis em 1981 em Paris, e à campanha de graffiti feita pela banda anarco-punk Crass no sistema de tubulação de Londres no fim da década de 70.Conhecido pelo seu desprezo pelo governo que rotula graffiti como vandalismo, Banksy expõe sua arte em locais públicos como paredes e ruas, e chega a usar objetos para expô-la. Banksy não vende seus trabalhos diretamente, mas sabe-se que leiloeiros de arte tentaram vender alguns de seus graffitis nos locais em que foram feitos e deixaram o problema de como remover o desenho nas mãos dos compradores. O primeiro filme de Banksy, ‘Exit Through the Gift Shop’, teve sua estreia no Festival de Filmes de Sundance, foi oficialmente lançado no Reino Unido no dia 5 de março de 2010, e em janeiro de 2011 foi nomeado para o Oscar de Melhor Documentário.


Suas obras são carregadas de conteúdo social expondo claramente uma total aversão aos conceitos de autoridade e poder. Em telas e murais faz suas críticas, normalmente sociais, mas também comportamentais e políticas, de forma agressiva e sarcástica, provocando em seus observadores, quase sempre, uma sensação de concordância e de identidade. Apesar de não fazer caricaturas ou obras humorísticas, não raro, a primeira reação de um observador frente a uma de suas obras será o riso. Espontâneo, involuntário e sincero, assim como suas obras...
Origem do texto: Wikipédia.



Social Distortion - Live At CBGB's - New York - 24/02/1992

domingo, 13 de dezembro de 2015

Encontro Cultural Vegano Em São Paulo.


Será promovido pela JMA J’adore mes amis (marca ativista de camisetas e cosméticos veganos), no próximo dia 13 de dezembro, no Centro de Convenções Rebouças, o mega encontro de produtos e serviços veganos do Estado de São Paulo e o 1º Encontro Cultural de talentos veganos com entrada franca.

O evento, que contará com mais de 200 expositores, abrangerá principalmente a gastronomia, que será um dos pontos altos e oferecerá aos participantes pratos de todos os tipos, desde a tão apreciada feijoada vegana até o salgadinho mais querido do brasileiro, em sua versão vegana, a coxinha.

O Encontro tem como alvo além de veganos e vegetarianos e também todos aqueles que têm interesse em conhecer um mundo sem crueldade ou mesmo curiosidade em descobrir novos sabores e produtos sem qualquer tipo de exploração animal.




Haverá, ainda, espaço para ONG’s de ajuda animal para que estas vendam seus produtos e serviços, arrecadem fundos e divulguem seus trabalhos, assim como a adoção de cães e gatos.

Nesta mega edição, a fundadora do Encontro Vegano, Rosana Tsibana, espera, receber um número recorde de visitantes, em torno de 15 mil pessoas, para que mais pessoas tenham acesso ao veganismo.

As já tão esperadas rodas de bate-papo e palestras gratuitas sobre conscientização e informação sobre os direitos animais, alimentação saudável e ativismo, fazem parte da programação a Yoga e Meditação, além de diversos expositores como: Casa da Coxinha Vegana, Veggie Life Store, La Vie Vegan, Arte Vegan, Panda Vegano, Santuário Terra dos Bichos, Emporium Vida, Kerai Moda Sustentável, Vovó Vegana, Geléia Boa, Green Effect, Alva, Native Empório, Daqui de Casa Ateliê, Le Bidou, Quintal de São Francisco, Rancho dos Gnomos, Tribuna Animal, Monster Cat, Mirai, Artmanha, Gelato Paradiso, SOB, Garimpada, Duas Irmãs Veganas, Gelinho Detox, Yas&Brisa, Pachamama, Viver Integral,Wegan, Viva Vida Vegana, Churros Veganos, C&W Lanches, Boutique do Corpo, Lush,Vira Lata Vira Amor,MUN Artesanal, Casa Jaya, Dr. Arranhadores,O Mato, Vegabom, Lucky&Cia, Pegasus Lona, Mari Sucos, Yóga Classico,La Essence Aroma, Atelier Bem Te Vi, Dona Tapioca, Engenho da Terra, Delícias Maribú, Central Vegan, Moça Gateira, Vegetarirango, Vegetariogro, Espaço ConVida,IOFI, Bistro Verdes, Delicioso Bandejão, Mais Vida Alimentos, Jaca Verde, VegVida, Cacau Ouro, Lila Prassada, Salto Veggie,Sabores de Israel, Sabor Caseiro Cozinha, Art’s Dream, Lala Mimi, Petto Netto, Pyara, Com Ciência e Saúde, Inciclo Coletores, Cesta Básica Orgânica, Thais Prandi, Bioz Organic, Bendito Capim, Paradinha Cereais, Animal Liberation Front, Rotisserie Vegana, Eu Amo Capinhas,Omm di Casa Culinária, Cia do Bicho, Ekobolsas, Satii Acessórios, Much Love, Le Cuillère Douce, Delights Delícias Veganas, Ekilibre entre outros.

Mas, certamente, o outro diferencial desta edição é o encontro com artistas, músicos e artesãos veganos, que apresentarão aos visitantes os seus talentos e compondo o 1º Encontro Cultural Vegano.

O início

“Tudo começou com a Marie, uma gatinha que resgatei de um atropelamento em 2013, em uma avenida de São Paulo”, relembra Rosana Tsibana. A fundadora do Encontro Vegano diz que o animalzinho teve várias fraturas e fez duas cirurgias grandes na região da bacia. “Essa gatinha, tão frágil e pequenina, foi a responsável pela criação do Encontro Vegano JMA J’adore mes amis”, explicou.

Segundo Rosana, com os custos veterinários elevados surgiu a ideia de se realizar um evento para ajudar a arcar com o tratamento. “No início, era apenas um evento de arrecadação de fundos, mas tornou-se um grande evento vegano, com um importante papel de difundir e divulgar o veganismo, a paz, o amor e o respeito pelos animais, pelas pessoas e pelo planeta”, lembra emocionada.

A gatinha Marie faleceu uma semana antes de completar um ano do seu resgate, e exatamente no dia do Encontro Vegano de Natal. “Hoje não tenho dúvida que aquele pedido de socorro no asfalto quente não era só de uma gatinha atropelada. Era também o pedido de socorro de milhões de animais explorados, escravizados e mortos todos dias pelo ser humano”, concluiu.


Mercado

O mercado vegano e vegetariano abrange 16 milhões de pessoas em todo o País, isto é, 8% da população que se diz vegetariano no Brasil, segundo dados do Ibope (2013), sendo que este número cresce exponencialmente, podendo ser visto em todo o mercado brasileiro.

No Brasil, o número de empresas vegetarianas e veganas tem crescido ano após ano, sendo que hoje já existem em todo o território nacional milhares de negócios na área.

Em suma, o mercado está em franca expansão, despertando o interesse de muitos consumidores que, com a facilidade de informação rápida, resolvem mudar seus hábitos alimentares e de consumo devido à conscientização de uma vida mais saudável e da exploração animal e ambiental envolvida na produção de alimentos de origem animal, vestuário, entretenimento, pesquisas e outros.

Muitas pessoas após visitarem um evento como o Encontro Vegano, acabam diminuindo e, na maioria das vezes, abolindo alimentos e todos os outros produtos de origem animal começam a consumirem os produtos veganos, que incluem também os produtos não testados em animais.

Acredita-se que este mega Encontro Vegano de Natal reforça o papel importante do Veganismo como agente fundamental de mudança de um mundo que, hoje, enfrenta a escassez de recursos naturais, os desastres ambientais, as doenças como câncer, diabetes, hipertensão e tantas outras e, principalmente, o total desrespeito ao direito dos animais de viverem livres da exploração humana.

“O veganismo não é um estilo de vida é um movimento de justiça social”

Veganismo trata-se do fim da exploração e da escravidão animal e representa a ideia de que a não violência começa por aquilo que comemos, vestimos e usamos no dia a dia. O veganismo é um compromisso com a justiça através do respeito ao direito básico que os animais não humanos sencientes têm de não serem tratados e usados como propriedade ou mercadoria, uma vez que eles sofrem, sentem dor e medo e têm interesse em viver e ser felizes. Ao reconhecer que é prejudicial usar os animais como recursos, muitas pessoas tornam-se veganas, isto é, elas param de consumir, vestir e usar produtos animais ou testados em animais.

(Fonte: Veganos Pela Abolição da Escravidão Animal)

Serviço

1º Encontro Vegano de Natal JMA J’adore mes amis e 1º Encontro Cultural Vegano

Data: 13 de dezembro de 2015

Horário: das 12h às 20h com Yoga e Meditação às 10h30.

Local: Centro de Convenções Rebouças

Endereço: Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, nº 23, Pinheiros – próximo a Estação de Metrô Clinicas – Saída Hospital das Clínicas (linha Verde)

Entrada franca

Psychic Possessor - Nós Somos a América do Sul - Full Album

CÓLERA - Tente Mudar O Amanhã - 1985 (FULL ALBUM)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Entrevista: Harry

HARRY – Regravando o clássico álbum Fairy Tales”

Criada em 1985, a banda Harry nasceu em Santos (SP) e figura hoje entre os pioneiros da música eletrônica nacional. Com Hansen nos vocais e na guitarra, Cesar Di Giacomo na bateria e Richard Johnson no baixo, o grupo começou a carreira tocando um rock "noisy" cantado em inglês. Porém, com a entrada do produtor e tecladista Roberto Verta, logo mudou seu som para um rock experimental e eletrônico com influências que vão de bandas como The Clash e Kraftwerk a escritores como Neil Gaiman e Alan Moore.

O primeiro trabalho gravado pelo grupo foi o EP “Caos” em 1986. Dois anos depois, o Harry lançou, pela mesma gravadora, a Wop Bob, seu primeiro disco, “Fairy Tales”, último com a participação do baterista Giácomo. Depois disso, passaram a atuar com bateria eletrônica e samplers, tornando o som da banda ainda mais eletrônico. Mais tarde, lançaram dois novos álbuns, o “Vessels Town” (1990), pela Stiletto, e, pela Cri Du Chat, a coletânea “Chemical Archives” (1994), com músicas dos dois primeiros discos da banda e algumas composições inéditas.

Agora Johnny Hansen – Guitarra e vocais, Cesar "Chuck" Di Giacomo – bateria e vocais,
Richard K. Johnsson – teclados, Lee Luthier – baixo e vocais e Marcelo Marreco- Guitarra,regravaram o clássico álbum “Fairy Tales”, no formato banda com mais guitarras, baixo e bateria e uma pequena dose de teclados.
Só mesmo conferindo para sacar que esta gravação pode ficar empatada com as do disco de 1988. Ou seja, tenha os dois trabalhos.


A seguir uma entrevista com Johnny Hansen contando casos interessantes sobre boa música, punk rock e guitar hero no som eletrônico.


Por: Renato Andrade.



1) Hansen você poderia falar das suas primeiras bandas e quando começou o seu interesse pelo rock e etc...

Por volta de 1973, quando ouvi o Billion Dollar Babies, do Alice Cooper. Partindo daí, comecei a ouvir outras bandas da época, como Black Sabbath e Deep Purple, e em seguida comecei a pesquisar o que havia gerado esse tipo de som, e comecei a ouvir as bandas dos anos 60 (Beatles, Stones, Who, Kinks). Em 1976 eu e o Johnsson formamos o The Yardrats, que durou até 1980. Nessa época, o Johnsson foi fazer faculdade em outra cidade, e formei o TTF, V8 (eu não sabia que existia a banda argentina com esse nome), Self Destructor, Atmosphere, e a partir de 1985, o Harry and The Addicts, com o Cesar Di Giacomo na bateria e o Johnsson no baixo.


2) Estudou música ou é um autodidata "do it yourself"?

Comecei em 1976, quando comprei um baixo Snake. Em 78, comprei a primeira guitarra, uma Faim argentina. Mas não tive professores formais, pegava toques com amigos meus que já tocavam, especialmente o Gino Martini (que hoje toca no Double You) e o Ferdinando Siciliano Filho. Em 81, já com alguma experiencia tentei fazer aulas de violão clássico com o Humberto Lage, o melhor professor de violão que Santos já teve, mas ele já estava no final da vida, e os problemas com alcoolismo já atrapalhavam seu ensino, então fiquei pouco tempo. Curioso o esquema de aulas dele, tinha alunos o dia inteiro, ele os recebia no apartamento, havia uma cadeira para ele, tipo uma carteira de colégio, e uma cadeira comum para o aluno, com uma almofada. Ele enchia uma taça de genebra (um tipo de gin, feito de bagos de zimbro) e a bebia durante a aula. Assim que chegava outro aluno, ele virava a almofada da cadeira e enchia a taça de novo, era uma taça por aula. Óbviamente essa imagem nos inspiraria alguns anos depois.


3) O que pensa do pessoal do rock 80s mais pop? No começo do Magazine o Kid Vinil disse que fazia isto pela grana e não pela arte,
o que vc gosta e odeia do som feito naquela época?

O chamado B-Rock foi uma espécie de anos 50 atrasado aqui: o rock conquistando a juventude, as drogas e sua penetração em massa, tudo acontecendo 30 anos mais tarde. As bandas pareciam "acompanhar" esse atraso. Algumas olhavam para o presente como Azul 29, Agentss, Simbolo e Karisma, mas a maioria, embora tivesse uma musiquinha legal aqui e ali, estava presa ao passado.


4) Falando nisto, vc tambem acha que o rock nacional dos 90s é ruim? O que aconteceu que de repente o que era post punk, new wave, virou Skank, jota quest, nando reis, charlie brown, etc.. etc..


Eu estava me lembrando de uma entrevista do Marlon Brando à Playboy em 1978, ele dizia que quando as perguntas eram embaraçosas, ele respondia coisas como: Bem, o incidente de Wounded Knee aconteceu em 1973. Mas voltemos a entrevista, deixe-me responder a sua pergunta: Bem, o incidente de Wounded Knee aconteceu em 1973.

5) Lembro que vc estava usando uma camiseta do Yngwie Malmsteen no Woodgothic, achei aquilo muito... digamos "atitude" da sua parte (apesar deste que vos escreve, não curtir nada do guitarrista sueco)

Sim, nos anos 80, eu achava cafona demais escutar metal, embora gostasse. Só há uns 4 anos atrás, quando resolvi voltar a tocar guitarra, comecei a ouvir o Malmsteen pra valer. E me identifico com ele tb pela sua simpatia, que lembra muito a minha.

6) Perguntei isto pq sei que curte bandas obscuras do punk rock e tambem tem um pouco desta pegada na musica do Harry.
Você sempre tocou um som mais básico, mas no fundo é um guitarrista virtuoso, o que pensa disto?

Desde que ouvi o Glen Buxton, da banda do Alice Cooper, sabia que a guitarra era o instrumento que eu queria tocar, mas aquilo me parecia tão inatingível. E o punk trouxe aquele conceito de que podíamos fazer aquilo, mas como eu ficava 8 horas por dia tocando a guitarra, em 6 meses já tocava Led Zeppelin ou Rush com facilidade. O resultado era que o som do Yardrats eram canções punk com solos de 10 minutos. Para o bem ou para o mal, era um diferencial. Mas mesmo hoje, eu gosto de levadas mais retas do que riffs. Em 2010, me apresentei junto com o Plastique Noir em Fortaleza e fritei tudo, e o público adorou. Foi aí que parei para pensar que provavelmente em nenhum lugar do mundo tem alguém fazendo um som mais alternativo com uma guitarra estilo metal, mas eu achava que o público goth de SP, atualmente um bando de bichinhas posando de troo, não aceitaria uma heresia dessas. Mas quando toquei com o H.A.R.R.Y. and The Addict no espaço Walden em 2013, a reação foi ótima. E tb no Woodgothic, onde fiz uma apresentação solo, um cara chegou pra mim depois e disse "Cara, muito legal, vc faz um som post punk, mas coloca um lance meio Malmsteen". Fiquei contente em ver que estava sendo compreendido, e que as bichinhas troo só são maioria no Facebook, ah ah ah ah ah ah.


7) "Electric Fairy Tales" é uma idéia antiga, conte para o pessoal que não sabe.....

Na verdade, era como o Harry soava entre 1985 a 1987, eu só perdi a vergonha de descer a mão nos solos. E embora sejamos referencia de gravação e produção (dentro dos recursos de que dispomos), todas as guitarras dos nossos discos ficaram uma merda. Isso pq no mínimo até o ano 2000 não existe uma única guitarra pesada bem gravada no Brazil, os caras simplesmente não sabiam como fazer. Então eu sempre quis sanar isso. Com o Harry parado desde 2006, embora eu ensaiasse esporadicamente com o Cesar, Lee e Marreco, formei o H.A.R.R.Y. and The Addict com o Ricardo Santos, mantendo a linha synthpop que sempre nos caracterizou. Quando o material com o Cesar e os outros começou a tomar forma, pensei em registra-lo de alguma forma. A gravação levou 4 meses no estúdio Play Rec, aqui em Santos, e chamamos o Johnsson para fazer uma participação em algumas poucas faixas, mas ele se entusiasmou e quis tocar em todas. Até então o projeto não tinha nem nome, mas como a formação original do Harry (eu, Cesar e Johnsson) estava toda lá, não tive outra opção senão manter duas bandas com nome parecido. A mixagem levou o ano de 2013 inteiro, e teria levado mais se não tivéssemos decidido dar um stop, senão não acabaria nunca.



8) Já cantou alguma música que o Verta e o Johnsson cantam no Harry? (Skeletons, Vessels' Town...etc.)

Já, claro. Genebra, inclusive era ele quem cantava nos shows, antes de gravarmos. Ensaiávamos Vessel´s Town com o Lee cantando, fazemos Skeletown de vez em quando, embora não a tenhamos tocado em shows, e eu canto Slavonian Lament, que o Johnsson gravou originalmente no Taxidermy.

9) Você sabe que esta cada vez mais difícil tocar e ter um bom equipamento e tratamento em casas noturnas de SP e outros lugares.
Já deve ter entrado em muita roubadas, alguma boa e má história?

Muitas, a ponto de ter decidido não fazer mais o "circuito alternativo", esses buracos que não te pagam direito, não tem estrutura e ainda te tratam como se estivessem te fazendo um favorzão.
Mais de uma vez, me apresentei com meu projeto solo, o Bad Cock, e procurava montar um set enxuto, onde só precisaria ligar canais direito e esquerdo no sistema de som da casa. Eu dava as pontas dos cabos para o "técnico" e dizia "Pode ligar" e ele "Ligar aonde?"

10) Budgie (Siouxsie/Creatures) disse certa vez, as vezes na musica de suas bandas não havia uma bateria, e ele participava mesmo assim opinando e dando idéias...
Ou seja no mundo do "rock eletrônico" acontece muito isto e alguns não entendem que o músico programou tudo e toca de verdade (não é geral, mas na maioria dos casos)

Qual é a pergunta? He he, mas sim, o Electric Fairy Tales é uma prova de que uma mesma musica pode ser interpretada em linguagens diferentes.


11) Por que a música "Dive to Drown" não entrou no box Taxidermy? (Obs. A extinta loja e gravadora Wob Bop lançou Fairy Tales em CD e K7 em 2000 com 3 bonus:
Dive to Drown, Sexorama e Radio Dull)

Eu tinha largado a guitarra meio de lado na época, e para piorar, tomei um ácido durante a gravação de Dive to Drown, então simplesmente não conseguia manter o ritmo. O Verta tentou emendar as partes onde toquei certo, mas ficou uma confusão só, jamais deveríamos ter permitido que aquilo fosse lançado. Mas ela está presente no Electric Fairy Tales, e desta vez saiu exatamente como queríamos. Só uma correção: os bonus do cassete incluiam Fairy Tales tb, embora ela não venha naquela edição semi pirata que os pilantras da RDS lançaram.

12) Tropa Suicida, Carnal Desire e bandas de Hard Core melódico vem de Santos. Vc gosta de hc melódico? Chegou a ir a algum dezembro negro??

Gosto muito de hard core melódico, mas nem a Tropa Suicida, nem o Carnal Desire se encaixam nesse gênero. O Tropa era hard core old school, e o Carnal é um cross over de metal, hard core e sei lá mais o que.
Antes do Dezembro Negro, houve o 1º Encontro de Punks e Hardcores, organizado pelo Genivaldo, do então Pesadelo, e com a presença do Cólera, SP Chaos, Ruidos Absurdos, e duas bandas que não constaram no cartaz, Juizo Final e Self Destructor, que éramos eu, Cesar e o falecido Renato Grillo. Como o som já estava ficando dark e lento, resolvemos que só tocaríamos o material antigo, mais para punk 77, mas mesmo assim não agradamos, pq os caras tocavam 50 musicas em 20 minutos. Isso foi em fevereiro de 1984. No final do ano, fomos convidados para o Dezembro Negro, só que aí resolvi não fazer concessões, a banda (já renomeada como Atmosphere) tocaria o material atual. Lembro que tinha o Cólera, Lobotomia, Garotos Podres, além do Pesadelo. Eu tinha tomado uma garrafa de vodka Baikal inteira pelo gargalo, começamos a tocar, e começaram a atirar copos de plástico na gente. Na verdade, só nos convidaram pq contribuíamos com o equipamento, que pouca gente tinha então, e depois de 3 musicas, alguém chegou para a gente e disse "Mais uma e acaba" e eu respondi "Se for para interromper meu show, levo tudo que eu trouxe embora", e tocamos até o final. Não nos chamaram para a segunda edição no final de 85, o que foi ótimo, pq parece que rolou encrenca da grossa, dentro e fora do evento.

13) Quando vc lê ou escuta este pessoal reclamando que o underground é cruel com a banda deste ou daquele, choramingando na net ou "ao vivo". Bem vc está ai desde o começo dos 80s e já viu de tudo né? Teria algum conselho especial? ou manda para @#$%!!!! mesmo..

Nada a declarar...



14) Este line-up do Harry é definitivo? Podemos esperar uma reunião com a formação do Fairy Tales?

A formação original do Harry and the Addicts éramos mesmo eu, o Cesar e o Johnsson. O Verta simplesmente não tem tempo para se dedicar a uma banda, e com ele a bordo, o Electric Fairy Tales jamais veria a luz do dia. Mas o impossível é sempre provável, o provável é sempre possível.


15) E Material para um novo album? Diga os novos planos do Harry...

O Electic Fairy Tales acabou de ser lançado, são 7 regravações do disco original em formato elétrico, mais 9 musicas inéditas. Mas já começaremos a gravar o novo disco em 2015, que se depender de mim, será um cd duplo.


16) Para terminar vc pode fazer um top 10 de discos, eps e etc..

http://www.botequimdeideias.com.br/flogase/os-discos-da-vida-johnny-hansen/


17) Diga algo que gostaria e eu não perguntei...

Gostaria de perguntas sobre o novo disco, e saber se vc concorda com a maioria de que não foi uma volta saudosista ou para bater cartão, e sim o melhor disco de nossa carreira até agora. Essa entrevista não estará completa sem essa abordagem...


RENATO ANDRADE: ..então ai vai um bonus track:

1)Gostaria de saber o que ele acha do rock atualmente, se ele acompanha o underground atual, se ele pode citar alguns nomes
E se ainda existe espaço para o tipo de musica que ele faz...

- Leandro Franco (Asteróides Trio)

Não ficou claro se o Leandro se refere apenas ao underground nacional ou em geral. De qualquer modo, não tenho acompanhado como fazia há anos atrás, de querer ter as coisas assim que saíssem. Fiz isso até 2009, acho, e depois dei uma desencanada. Os nomes gringos que eu citaria, como Sound Tesselated ou Brothers Martin já são coisas de 5 anos ou mais. Dos álbuns de 2014, não que eu tenha ouvido muitos, o meu favorito foi do dinossauro Mike Oldfield, então perdi essa coisa de querer estar sempre antenado.
Dos nacionais, meu atual favorito é o Epic Church, one man project de Pindamonhangaba.

http://gloria.tv/?media=117829&language=5Pe8JqC4DXG


2)Vocês ainda sentem que estão/estamos "living in trance" no século 21?

- Ayrton Mugnaini Jr.

Acho que hoje estamos living on delirium.

3) Hansen, você pode nós contar um pouco sobre o processo criativo da gravação do primeiro álbum, Fairy Tales, sabemos que havia o apoio da gravadora Stiletto e que era uma época de experimentações. Hoje em dia vivemos um momento musical totalmente diferente. Da pra traçar um paralelo entre o Harry antigo, experimental e eletrônico do Harry atual, acústico e sem amarras?

- Edson Codenis (Modem)

O Vessel´s Town que foi da Stilletto, mas eles nunca nos apoiaram em nada, foi o Verta que pagou o estúdio. O Fairy Tales foi lançado (assim como o EP anterior) pela Wop Bop, que foi o melhor selo independente que já existiu por aqui, davam condições que nenhum outro selo (ou mesmo majors) jamais deram.
Quanto ao processo criativo, chegamos no estúdio sem praticamente nada programado, já que não tinhamos sequencer (o do Poly 800 não conta). Ele foi praticamente todo criado no estúdio, com a indispensável ajuda do Marco Mattoli, que tinha um Roland MC 500 e traduzia todas as nossas idéias para ele.
E as idéias iam aparecendo. Não conseguimos um bom sample de telefone para Silent Telephone, então eu imitei esses sons com a guitarra, e hoje não tenho a menor idéia de como fiz aquilo. O sample do Getúlio Vargas era para ter acabado quando a minha voz entrasse de volta, mas eu estava viajando de Valium, e tive na hora a idéia de deixar ele falando enquanto eu cantava. Uma das razões que nos fez escolher o Big Bang foi por ter um sampler Emax, da Emu Systems, mas quando fomos gravar, ele tinha sido vendido, então o Mattoli alugou por alguns dias um Roland S-50, portanto tínhamos que correr com ele, e colocamos os coros em Sky Will Be Grey, Lycanthropia e Last Birthday (acho que se o Verta não tivesse me impedido, eu teria colocado coro em todas, rsrsrs).os ruidos em Joseph In The Mirror e os tiros tb em Sky Will Be Grey. Usamos um DX7, o Poly 800, e o Mattoli tinha um Korg DW8000. A bateria usada foi uma Emu SP 12, para onde transferiamos as programações de nossa Roland TR 505.
Já do Electric Fairy Tales, fui com os arranjos mais ou menos na cabeça, exceto as vozes, eu queria usar harmonias, mas não tinha como prepara-las antes, por isso a maioria foi criada dentro do estúdio. E fiz um wall of sound de guitarras, por isso soam tão encorpadas. Para ter uma idéia, a gravação levou 4 meses, sendo que Cesar, Lee e Marreco fizeram suas partes em duas sessões cada um. O Johnsson fez as 16 faixas em uma única tarde de sábado. O resto do tempo fui eu viajando na maioneses. A mixagem levou o ano de 2013 inteiro.
O material do Harry e do H.A.R.R.Y. é praticamente o mesmo, as linguagens são diferentes, mas mostra como as musicas são flexíveis para vários arranjos.

4) E quanto a "Silent Telephone"? Uma boa musica.. que não teve um novo arranjo.. ela passou no teste da banda.. ou seja, esta versão é definitiva?

- Renato Andrade

Dois fatores colaboraram para que não refizessemos Silent Telephone: ainda estamos satisfeitos com a versão original, e como eu citei antes, eu não lembro como fiz aqueles ruídos telefônicos com a guitarra. O H.A.R.R.Y. toca uma versão synth pop dela, que é bem legal.

5) Vocês pensam em misturar as duas versões do Fairy Tales em futuros shows? Ou estas versões são definitavas..

- Renato Andrade


Como eu já disse, o H.A.R.R.Y. and The Addict ficou encarregado das versões electronicas, a maior parte delas razoavelmente fiel ao arranjo original. O Harry não tocará mais You Have Gone Wrong, por exemplo, já que nunca nos ocorreu um arranjo elétrico para ela que valha a pena.

Johnny Hansen (hansenharryebm)

http://soundcloud.com/hansenharryebm

http://soundcloud.com/h-a-r-r-y-and-the-addict

http://www.reverbnation.com/johnnyhansenhansenharryebm

http://hansenharryebm.tnb.art.br/

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http://www.myspace.com/harryandtheaddict

http://www.harrynet.com.br

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Entrevista: Ferox





Alex Cable e sua esposa Nix formaram a banda Internal Autonomy em 1986 em Frimley (uma pequena cidade da Inglaterra)
Punk, gótico ou anarco punk....porque é 1986 não havia uma distinção tão "grande" - por isso não tinha importância e ninguém tinha pensado
em "post-punk" ou "peace punk" ou Dark Punk" ainda.
O Internal Autonomy está morto!! (como a Thatcher!!!) longa vida ao Ferox, a nova banda do casal junto ao baixista de humor irônico e divertido Mark.
O trio foi muito firmeza em responder as perguntas cabeçudas de Renato e Denis Loureiro. (um grande admirador e divulgador da banda)
Gostaria de ter feito esta entrevista antes portanto peço desculpas a todos os envolvidos, principalmente a Alex, Nix e Mark.. agradeço o apoio do Alternar Zine
e a Tradução eficiente e boa de Katia Nunes e Catarina Troiano.
A entrevista é longa e modéstia a parte esta bem legal, em tempos de facebook e net, as pessoas tem lido menos, mas.. penso que o webzine continua com o espírito "zineiro" ou seja: só para os fortes e que entendem esta linguagem do "faça você mesmo"
Quem tiver interesse em conhecer o som do antigo Internal Autonomy e o atual Ferox, curtam a página, entrem em contato que vale muito a pena.
Ferox produziu material novo e tem o link para baixar o CD.
Os dois CDs que eles enviaram, possuem a arte de capa artesanal e muito bem feita. (resenha dos cds em breve!!)
Por: Renato Andrade



1)A ideia de LIBERDADE(pessoal/social) fora inspirada pelos exemplos que tiveram de acordo com Ações ou Teorias Políticas?

Mark: Praticamente todas as minhas ideias sobre liberdade vêm de Joe Strummer e Bob Marley. Eu também me inspirei em Genghis Khan depois de ler uma biografia sua recentemente, em oposição a " oh, sim, eles violaram e pilharam o mundo ". Amo a ideia de que a ideologia de um homem poderia unir uma nação em grande escala.

Nikki : Minhas ideias sobre liberdade cresceram no decorrer da minha vida. Quando eu era jovem, era como encontrar uma maneira de viver. Agora que estou mais velha, percebo que o melhor é ter liberdade para si mesmo. Ideias são baseadas em julgamentos morais, leis, regras ou doutrinas e isso não é liberdade, pois regras sempre podem esmagar outra pessoa ou escolha. Eu vivo tão livre quanto posso com respeito mútuo, apoio e procuro não criticar ou restringir outras pessoas para que não façam isso comigo também. Há muitas coisas que não gosto de ouvir, mas posso usar minha liberdade pessoal para falar a minha verdade. Censura significa não liberdade. Não censura = liberdade.

Al : Bem, hoje em dia elas vêm da ação e prática, quase inteiramente. no final da minha adolescência/ começo dos vinte anos, me interessei em ler sobre teorias do anarco/ comunismo e sindicalismo e tal por alguns anos. Creio que estava obcecado em teorias ( risos ) e foi um erro, talvez, em alguns aspectos, mas aprendi com isso, felizmente. Hoje em dia, as minhas ideias são o resultado da experiência que tenho, tanto que considero todas as teorias políticas mais ou menos irrelevantes. Mesmo que sejam lindas. Não quero dizer que a " anarquia é uma porcaria ", sua base filosófica é pura, simples e genial, muito verdadeira, o que quero dizer é que ter uma cabeça cheia de bagagem teórica não o tornará livre nem mostrará como assim sê-lo. Política não faz parte da solução, é parte do problema. Ela redefine, seletivamente, distorce a realidade. Pode-se argumentar eternamente sem progresso ou resolução. A Esquerda quer que acreditemos estamos todos em sociedade e justiça e isso é o que importa, já a Direita
quer que acreditemos em necessidades pessoais e familiares. somos humanos e precisamos da duas versões e muitas coisas além disso.
Até entender qual parte da equação é a mais importante ( só assim alguém pode dividir ), nunca faremos progresso. Você pode teorizar sobre cozinhar ovos, pode discutir como como cozinhar um ovo....ou pode simplesmente cozinhar a droga do ovo, entendeu ? qual a dificuldade nisso ? O que funciona na vida real e produz uma verdadeira liberdade, na minha opinião, poderia ser chamada de "cooperativa individualista " ou seja, o autogoverno, com envolvimento interativo na sociedade e com outras pessoas, mas sem interferir no jeito de como deva viver, pensar ou ser. Para obter respeito, precisa aprender a respeitar o espaço dos demais e para conseguir sua liberdade , precisa aceitar e tolerar a liberdade dos outros também. Para ter seu próprio espaço é necessário que os demais também tenham. Toda ação gera uma reação. Se alguém transmite um problema grave ou uma ameaça, há maneiras de lidar com isso, certo ? A solução mais correta com aqueles com quem não consegue se entender é deixá-los sozinhos para que façam as coisas do seu jeito, mas não podemos fazer isso na comunidade e por isso que nunca duram. Praticamente nada pode ser organizado ou alcançado diretamente pessoa a pessoa. Organização natural e rede social fazem com que as coisas sejam feitas com muito mais imaginação e inteligência e o mínimo de confusão, como um sistema que nunca nos decepciona. A vida tem seus problemas, mas os únicos que não consigo resolver com a cooperação e ajuda de outras pessoas, de fato, vêm da economia, leis e do governo, o que isso diz a você ? Que cada um deve ter sua própria opinião e essa é a minha ideia sobre liberdade.

2-Quem definiu a linha musical e o nome INTERNAL AUTONOMY ?

Al : INTERNAL AUTONOMY ! Todos tivemos participação em maior ou menor escala. Acredito que, em sua maioria, ele foi feito na base do " contribua com o que quiser, criativamente ".

Nikki : Fizemos a maior parte do trabalho e sua definição, eu creio. Essa é uma boa pergunta, mas ninguém pode dar uma resposta definitiva, apesar de estar sentado aqui sorrindo. Mesmo assim, a resposta é simples: Al, pois ele tem sido parte de cada pedaço de música feita de 86 até agora, 2014. Desde seus 17 anos até agora, ele tem feito toda a engenharia e gravação. Ele fez melodias, tocou guitarra , bateria, baixo e algumas vezes escreveu muitas letras, mas...mas...mas...( e estou dizendo isso porque ele nunca diria ). Al não pensa nisso como " seu " e nunca escutei ele dizer " minha banda ". Isso nunca foi feito para ser a banda de alguém, nunca. Como resultado, o que tem acontecido é uma constante mudança, sombra, corrente melódica de música. Cada um de nós adicionando a ele o que poderia ou que queria ao longo do caminho e penso que vai para todo mundo que já trabalhou como parte dessa banda.

3-Quais são as influências musicais e o que mais marcou na cena Anarcho-punk?
Mark : Fácil. Punk dos anos 70, HC ( Discharge , UK 82 ), Stranglers, Clash, Dead Kennedys, Marley, Cockney Rebel and Dr. Hook ! Pra ser honesto, nada tive a ver com o anarco-punk, pois não dei a devida importância na maior parte dos anos 80.

Al : Eu gosto de muitos tipos de música : dub reggae é uma influência muito impostante pra mim, como HC , por exemplo. De volta ao início dos anos 80, minhas bandas prediletas foram : Crass, Bad Brains, Killing Joke, Siouxsie, Discharge, UK Subs, The Astronauts, Amebix, Peter and Test Tube Babies, Rubella Ballet, Dirt, UK Decay, Fleux, Action Pact, ATV, X-Ray Spex, Southern Death Cult, Bauhaus, The Ex, ANWL, The Alternative, R. Peni, The Damned, The Apostles e, claro, Sex Pistols. Não me importo se isso é ou não 'anarco-punk'. Essa definição não existia naquele tempo. Crass Clones foi o único que mais se aproximou, pra mim, ao anarco-punk. Eu posso ser anarquista e punk, mas , realmente, nunca pensei em mim como anarco-punk.
À medida em que a cena segue, sempre gostei da diversidade, o cenário de total liberdade era divertido, criativo e vibrante, realmente instigante e pé no chão, aberto, ninguém atacava alguém por usar roupas de couro ou por contar piadas politicamente incorretas, as pessoas eram mais honestas e ' de boa ' naquela época.

Nikki: Influências musicais são uma coisa engraçada, pois eu creio que 9 de 10 tentativas de fazer uma música falharam. Há sempre sal demais na mistura. As influências mais interessantes são as que chegam até você sem que pense muito nisso. Pessoalmente, rock'n'roll, soul, blues, punk, gótico, ópera, metal, hippie, tenho tudo isso acontecendo. Vamos dizer apenas..eclética ? O que mais eu gosto no anarco-punk dos anos 80 ? A forma como eu poderia conectá-lo com as pessoas , não apenas às pessoas em regiões distantes de seu próprio país, mas em todo mundo. Não sou o tipo de pessoa que tenha de ver todo tipo de banda classificada ao vivo, então, eu nunca tive de morar em algum lugar com uma cena onde a subcultura acontece. Não me importo em me encaixar nas tendências ou seguir uma doutrina, tipo: ' sapatos veganos são a " bola da vez " ' ou ' o hambúrguer vegano que comprei foi " aprovado " pela cena '. Mas eu amo fazer música e arte, partilhar ideias sobre liberdade. Essas são, realmente, coisas muito boas.



4-Com relação ao projeto FEROX que lançaram pela plataforma Indiegogo, comente as dificuldades e frustrações do passado e dos dias atuais,como os benefícios tecnológicos.

Nikki : Fizemos pela Indiegogo apenas porque realmente não tínhamos dinheiro sobrando para finalizar o álbum ' Ferox ' ( do it yourself ). Indiegogo permite manter todo o dinheiro investido, mesmo que você não atinja o seu objetivo, foi importante para nós, porque as pessoas que pagaram, conseguiram o que queriam. Foi bom e ruim. Bom: ele permite que você comece um projeto do nada e fique no controle. Ruim : se as pessoas não o toleram, ele falha, nós pensamos numa maneira de dar a elas o que prometemos e nos orgulhamos disso. Mas, creio que ele nos fez perceber que as pessoas que gostam do Internal Autonomy não gostaram muito das músicas do ' Ferox '. Isso é um problema quando você quer fazer músicas novas e não somente repaginar as músicas dos anos 80. Ou pior, Tornar-se seu próprio cover tocando seus próprios hits e isso não seria sermos nós mesmos. Então, nos reunimos numa noite na companhia de café e cigarros e decidimos homenagear Internal Autonomy do álbum ' Ferox ' e, em seguida, parar de usar o nome para sempre.
Dessa forma, as pessoas conseguem gostar e manter I. A., assim como nos anos 80 com aqueles sons das fitas da época. Enquanto nós, as pessoas que fazem a música, conseguimos produzir sons novos com novos descontentamentos, ideias, amor, dor e tecnologia. INTERNAL AUTONOMY, em 2013, torna-se ' Ferox '. Então, o futuro é Feroxide.


Mark : Sobre Indiegogo ? Tecnologia é Deus e o Diabo. Algo que eu considero que representa a humanidade com bastante precisão. O lado positivo é que funciona muito bem para projetos como o nosso. O negativo é que tenho vontade de matar todo mundo que não pode escrever uma frase inteira adequadamente.

Al : Precisamos do dinheiro para fazer o álbum. A resposta não foi tão boa como queríamos, mas nos ajudou muito e encontramos uma maneira de fazê-lo dentro do orçamento. Não houve muita frustração. A frustração, tanto do passado e do presente, é que os punks querem que você lance sua música e que não paguem por ela ou não querem que você ganhe dinheiro com isso e ainda o denunciam como " capitalista sujo " ,se fizer dessa forma. Não tenho certeza de funciona essa economia. Tudo custa dinheiro, cada banda, cada zine, cada gravação...o sistema monetário não é opcional e se você espera que aqueles que criam para você não tenham uma compensação, então, não é um anarquista e sim, um aristocrata.É ótimo quando as pessoas disponibilizam sua arte gratuitamente e temos feito isso também ! Não negamos a ninguém uma cópia gratuita da nossa música se realmente não puder se dar ao luxo de pagar por ela. São bem-vindos, mas as pessoas devem apoiar-se mutuamente, se puderem, já que nenhum comércio é sustentável se for tudo ' pegue ' e não ' dê ', o capitalismo ou o não capitalismo.

5. Vocês conseguem escolher alguém para tocar ou trabalhar, se vocês pudessem, quem seria? (Antigamente ou hoje em dia).

AL: Cult of Luna, Killing Joke e Jello Biafra, seriam ótimos. Eu meio que fiz isso quando dirigi e coproduzi o disco In Defence of Compassion do The Astronauts — foi uma grande experiência, eles foram e são minhas bandas favoritas e, também, pessoas muito legais na vida real.

MARK: Jello Biafra, Joe e Johnny Cash!

NIKKI: David Bowie, Killing Joke, Einsturzende Neubauten.

6. A banda Internal Autonomy gravou versões do Rudimentary Peni. Vocês tem uma boa história sobre esse episódio? (amizades, influências).

AL: Não, mas gostaria de ter! Eu sempre curti o som deles e me lembro do dia em que ou-vi, eu tinha contato com muitas pessoas que os conheciam, mas nunca andei com eles pessoalmente.

NIKKI: Nenhuma história legal, só curto muito a banda desde o começo... estética, som — brilhante. :)

MARK: Nunca ouvi Rudimentary Peni, mas sempre gostei do nome!


7. Aqui e em alguns lugares existe um tipo de "vigilância" sobre as bandas punks. Por exemplo, existe alguma banda que vocês gostam, mas que os fãs deles não estariam tão satisfeitos? E, de acordo com o que pensam, até onde vai o conceito de liberdade?

MARK: Suponho que você se refere aos fãs que criticam as bandas por "se vender", etc.? Se for isso, muitas vezes eles não estão se vendendo, mas sim amadurecendo enquanto músicos e pessoas. Se a banda é boa e ainda é relevante, em geral, seu público vai "curtir". Eu citaria NMA [New Model Army] nesse aspecto.

NIKKI: Ninguém é perfeito. Eu não penso que policiar o comportamento das pessoas tenha algo a ver com liberdade. Eu poderia, como artista, me importar se alguém copiar o meu trabalho, mesmo sem falar comigo, porque isso mostraria falta de respeito. Mas, eu não vou impedi-los. Liberdade significa que você é livre para fazer suas próprias escolhas. E, eu não preciso concordar. A vida é um paradoxo — como você pode ver.

AL: Todos têm direito à sua opinião e escolha pessoal, do mesmo jeito bandas e fãs, para ser honesto, não gosto de pessoas que ficam "pregando" ou sentados em um pedestal da moral, de onde julgam os outros a partir de suas concepções. Há muito tempo existe este problema na cena Punk: era pra ser sobre liberdade e anarquia, mas a "mensagem" é mais sobre uma série de proposições morais inflexíveis. Então, existe ai uma grande contradição: você quer a liberdade ou quer que aceitem suas regras? "Não matarás", OK, é possível parar de matar? Mesmo entre os adeptos mais fervorosos dos Dez Mandamentos? Veja, você pode proclamar, ditar, julgar, criticar e punir tudo que você gosta, mas é inútil, por-que você não pode erradicar o desejo e a necessidade de matar: NUNCA!! É como lidar

com qualquer coisa que afeta suas necessidades, entende? Entretanto, "bom" e "mau" sem-pre irão existir, em qualquer lugar, com qualquer um, apesar de todas as leis, regras, governantes ou militantes. Você não pode realmente "controlar" a vida ou "mudar o mundo" desse jeito —pelo menos, não para contribuir — você só pode fazer o seu melhor como um indivíduo. Às vezes, isso é o suficiente, às vezes não. A vida não é perfeita, as pessoas não são perfeitas —pense nisso!


8. Como é a frequência e a circulação dos zines na cidade de vocês? O que pensam sobre blogs e zines?

AL: É uma pequenas comunidade de mineradores, em Wales não tem uma super cena Punk, mas são Punks de muitos outros jeitos!

NIKKI: lol [risos] Esta é uma verdade não muito glamorosa... Al e eu vivemos em uma comunidade/vila de ex mineiros economicamente esquecida— é apenas uma velha rua de 100 anos, com duas fileiras de pequenas moradias de trabalhadores rurais, e, é a metade do caminho até a montanha Welsh. Você pode andar milhas ao redor daqui, mas acredito que somos os únicos praticantes do "punk". Não existe um "cena" e nós gostamos disso. Somos um grupo de pessoas independentes que não desejam ou necessitam de qualquer aceitação ou validação, nos preocupamos em fazer música, mas realmente não vamos mu-dar o jeito de promover o nosso trabalho. Gostamos de viver à nossa maneira e essa comunidade nos deixa fazer isso — é uma "experiência de vida" incrível. Jovens e velhos jun-tos (em sua maioria) e ajudando-se mutuamente no que pode ser um ambiente hostil. Mas, todos sobrevivem e são, individualmente, sem títulos ou nomes. É um tipo real de anarquia e quando as coisas precisam ser feitas ou algo precisa ser dito — acontece... Isso é Punk :).

Por isso, não tem zines por aqui. Eu escrevo muito e estou pensando em maneiras de colo-car várias idéias em um zine e realmente gosto muito de ler aqueles que as pessoas nos enviam, além de manter contanto pela internet.

MARK: Não vejo um há décadas, tenho medo. Entretanto, tenho lido ultimamente alguns blogs europeus punk, falavam sobre o ataque cardíaco do Wattie [Buchan], estavam muito bons. Zines e, mais precisamente os blogs, hoje em dia são a espinha dorsal de qualquer subcultura.


9. Como vocês descreveriam a música que fazem?

MARK: Fudidamente boa, especialmente o baixo! Mas, falando sério: inteligente, bem es-crita, informativa e, espero que ainda seja relevante. O mundo ainda está mudando para pior, por isso o punk ainda é essencial!

NIKKI: Variada, diversificada, obscura. Embora eu pense que a única constante é na escuridão. A determinação de olhar para as coisas de um jeito que nem todos querem ver. Eu gosto muito de pensar sobre temas complicados, então coloco isso em minhas letras — para provocar mais pensamento... Como o disco Pawn, por exemplo. Vivemos em uma época em que não estamos mais autorizados a usar palavras como "puta" ou "vadia". Onde espera-se que concordemos que é uma coisa "maravilhosa" as mulheres ocuparem cargos de poder sobre nós, ao lado de homens — NÃO! Foda-se — o que é tão incrível nisso? Feministas Autoritárias e líderes não são "melhores" só porque são mulheres. Que se foda

esse pensamento. Uma mulher que escolhe viver como dançarina não é menos digna do que uma ativista política. Ideias que dizem que há um jeito certo para se ser mulher ou uma feminista deveriam ser questionadas — se quisermos "crescer" enquanto humanidade. Não acredito que iremos alcançar isso enquanto continuarmos a se fazer de "vítimas" e "monstros".

AL: Desconfortável — não foram pensadas para serem "agradáveis", e as letras contam sobre como são as coisas. Não tentamos ser impopulares, mas parece que é esse o resulta-do! Não me importo com isso, faço o que quero fazer e isso me satisfaz. Não tenho do que reclamar, se eu quisesse tocar sons pop, faria ao invés disso que faço.


10. O que vocês pensam sobre a Copa do Mundo e sobre bandas que falam/tocam temas sobre futebol em suas músicas?

MARK: Copa do mundo = Pessoas ricas ficando mais ricas, pessoas pobres ficando mais pobres. Infelizmente, mais uma triste reflexão sobre a humanidade. O futebol mundial é uma piada!

NIKKI: Os grandes eventos mundiais esportivos são extremamente gananciosos. Então, são utilizados para nos vender porcarias que não queremos e não precisamos... enquanto a vida de pessoas reais é arrasada para abrir caminho ao circo. Os fãs do esporte apenas consomem o que a mídia mostra, sem muita reflexão. O esporte é um GRANDE negócio. O que aconteceu no Brasil foi horrível, enquanto o marketing oficial agitava o calor, roupas curtas, cerveja e salgadinhos... num mundo onde existe a mídia social, você não pode se esconder atrás da ignorância como desculpa. Não estou dizendo para não curtir ou amar seu esporte/futebol/time — Estou dizendo que a vida das pessoas não deveria piorar ou ser sacrificada para o seu entretenimento.

AL: Todos nós temos nossos interesses e paixões, todos temos nossa bagagem de experiências — e, as vezes, entra em contradição. A realidade é que o governo brasileiro destruiu lares — não os fãs do futebol. Foi tudo por dinheiro, não pelo esporte. Futebol foi um meio, não o fim. Pessoas ficaram desabrigadas por dinheiro, dinheiro e mais dinheiro — nada mais. Isso foi horrível; cantar músicas — qualquer som — não é o problema.


11. Vocês já tocaram no Rebellion [Punk Music] Festival? Se sim, quando?

MARK: Ainda não!

AL: Não, mas eu gostaria de participar alguma hora.

NIKKI: Não, nunca toquei no Rebellion Festival — isso seria algo para se pensar. :)

12) Qual fase vocês sugerem Internal Autonomy ou Ferox para um fã que está começando agora a ouvir os sons da banda?

MARK: Só posso responder pelo Feroxide, e é bem simples — ouça tudo!

NIKKI: Não faço a menor ideia — eu realmente não sei — são tão diferentes. Se você esti-ver na atmosfera dos anos 80 anarco pós punk, talvez a discografia [do IA]. Tem um gosto de tudo que existia naquela época e um pouco de cada músico e vocalista. A minha favori-ta, sempre foi a nossa quarta fita demo. Mas, também tenho muito orgulho do nosso últi-

mo disco Ferox com o Internal Autonomy. E, sobre tudo, o novo trabalho Ferox/Feroxide, fi-quei muito feliz com o disco Pawn terminado, não faltou uma faixa nele. Mas, os sons não são todos iguais — pertencem um ao outro, como uma caixa de chocolates com diferentes sabores, alguns pretos, outros brancos :) Por que não vir para a música com a mente aberta e ver o que acontece? Se gostar, ótimo. Se não, sem problemas, vá e ouça algo que você realmente curte. Mas, não fique reclamando... Ha! [Yawn!] Eu não entendo os críticos de arte, cujo maior prazer auditivo é o de destruir seus companheiros. A vida é muito curta para ouvir músicas que você não gosta. :D

AL: Isso depende do que esse "alguém" quer escutar. Se eu tivesse que escolher um disco seria o Pawn, é um bom começo, penso eu... Eu acho... Enfim, é só ouvir, certo?


13. Para terminar, contem algo que vocês gostariam de dizer e nós não perguntamos.

AL: Muito obrigado pela entrevista, eu realmente gostei — desculpe se algumas respostas foram um pouco longas — vocês não deveriam ter feito perguntas tão boas :) Brazillian Rules Punks! (de forma totalmente não autoritária :D).

NIKKI: O nosso próximo lançamento será a distribuição gratuita de uma fita gravada com o Ache of ages chamada “Element Tree”, isso porque Tristan nos chamou e enviou um mate-rial que nós achamos interessante e que merecia atenção... Então, entramos com nossas ideias e gravamos o nosso lado. Vou lançar assim que conseguir o dinheiro para a manufatura. Não haverá uma super festa ou fogos de artifício. Apenas o download gratuito e in-tegral do álbum ou uma cópia limitada da fita. Qualquer um que quiser comprar uma có-pia poderá falar diretamente conosco via Bandcamp ou por mensagem no Facebook, em nossa página FEROXIDE.

[LINK: https://www.facebook.com/pages/Feroxide/439724236114938].

O mesmo vale para todo o nosso trabalho... O dinheiro arrecadado vai para o próximo projeto ou para imprimir capas. É realmente "feito por nós".

MARK: P: : "Por que eu ainda continuo fazendo isso aos 50 anos de idade?".

R: Música é a melhor coisa que a vida pode oferecer!

http://ferox1.bandcamp.com/

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Top 10 - Eduardo Abreu ( 100 Tribos - Rock Press - blog Caixa Preta )

Como levar a sério uma lista de discos top 10 em que não aparecem “London Calling”, do Clash, ou “Ace of Spades”, do Motörhead? Como acreditar que seria possível passar o resto da vida numa ilha deserta sem a companhia de “Excitable Boy”, do mestre Warren Zevon, ou a obra-prima “Harvest”, de Neil Young? E que tal pensar que você ficaria privado para todo o sempre de exorcizar seus demônios com “Reign in Blood”, do Slayer, porque o autor desse top 10 teve a pachorra de deixá-lo de fora?
Mas fazer listas é isso: excluir centenas de discos obrigatórios em detrimento de uns poucos que, em determinado instante do tempo, ocupam um lugar especial no seu imaginário.
A eles.
Texto por: Eduado Abreu




Dick Dale – “Better Shred Than Dead” (1959–1996)

O rei da surf guitar faz parte de uma especial geração de transgressores. Se Link Wray inaugurou a distorção, foi Dale quem adaptou para a guitarra elétrica um certo tipo de palhetada antes comum apenas a outros instrumentos de corda. Sem querer, gerou a semente para o surgimento dos gêneros mais selvagens do rock’n’roll. O auto-proclamado rei da surf guitar contribuiu também para o desenvolvimento de guitarras e amplificadores, desafiando Leo Fender a criar equipamentos capazes de dar conta de sua ferocidade sonora. Como é do tempo dos singles, a obra de Dick Dale não pode ser resumida em um disco de carreira. A melhor maneira de compreendê-lo é através da antologia “Better Shred Than Dead”, um CD duplo que compreende 40 anos de subestimada carreira.



The Stooges – “Funhouse” (1970)

Não é exagero dizer que com seu disco epônimo lançado em 1969, Iggy e os Stooges acabaram com o que restava de inocência no rock’n’roll. Mas foi apenas em “Funhouse” que a violência sonora dos padrinhos do punk foi devidamente captada em estúdio. O álbum prenunciou a distopia setentista e o sequestro do rock por junkies e marginais, traduzido a desorientação da época. A primeira parte de “Funhouse” traz algumas das canções mais icônicas dos patetas de Detroit (“TV Eye”, “Down on the Street”) e a segunda, temas sujos, arrastados e distorcidos, acrescidos do sax de Steve MacKay, e que soam como free jazz tocado por punks. Nada mais seria como antes.


Black Sabbath – “Vol. 4” (1972)

A maioria do público idolatra os primeiros três discos do Sabbath, mas a grande trilogia da banda é aquela formada por “Vol. 4”, “Sabbath Bloody Sabbath” e “Sabotage” (dos três, “Vol. 4” é o mais impressionante). O álbum foi gravado em uma mansão de Los Angeles com os quatro integrantes cheirando pó enlouquecidamente e na companhia de groupies, penetras e traficantes. O resultado é um disco inspiradíssimo e que traz o riff de guitarra mais absurdo gravado pelo mestre Tony Iommi: “Supernaut”.


Frank Zappa – One Size Fits All (1975)

As bandas de apoio de Zappa tiveram inúmeras encarnações e sua obra é fundada em uma discografia complexa e que abrange de doo-wop a jazz eletrônico, passando por obras conceituais debochadas (como “Thing Fish”) e peças orquestrais. A tarefa de selecionar um único álbum de artista tão idiossincrático é árdua, mas “One Size Fits All”, nono disco de Zappa com os Mothers of Invention, é um de seus momentos mais iluminados. Da abertura apoteótica com “Inca Roads” até a antológica “Andy”, o álbum tem todos os principais atributos zappianos: exuberância técnica, senso de humor e afiado sentido de composição.


Misfits – “Static Age” (1978)

Grande parte dos singles clássicos do Misfits são oriundos de uma mesma sessão de gravação de 1978. Esse material foi reunido pela primeira vez em um álbum somente em 1996 –após a resolução da guerra judicial entre Glenn Danzig e Jerry Only- sob o título “Static Age”. Quase tudo que você precisa ouvir do Misfits está aqui e com aquela gravação deliciosamente tosca que agrega um charme especial às canções. A imersão da banda na estética de filmes B e no submundo de Hollywood nunca funcionou tão bem. Um clássico do punk rock.


ZZ Top – “Eliminator” (1982)

A pequena e velha banda do Texas já era um dos atos mais bem sucedidos do blues rock americano quando gravou “Eliminator”, em 1982. Alguns de seus trabalhos anteriores, como o excelente “Degüello”, davam pistas que Gibbons, Hill e Beard tinham recursos para reinventar seu som poeirento e estradeiro. Mas em “Eliminator”, tudo, absolutamente tudo, funcionou à perfeição. As canções são irresistíveis e a execução é infernal, com Gibbons entregando alguns de seus melhores riffs e solos. Os clipes icônicos para faixas como “Legs” e “Gimme All Your Lovin’” impulsionaram o ZZ Top ao imaginário popular e resultaram em vendas multiplatinadas para o disco.


Tom Petty & the Heartbreakers – “Full Moon Fever” (1989)

Obra-prima da música pop baseada numa safra de canções tão suculenta que deixa o álbum parecido com uma coletânea de sucessos. Mas “Full Moon Fever” é um disco de carreira de Petty e seus Heartbreakers, gravado na esteira de sua colaboração com o supergrupo Travelling Willburys -- George Harrison e Roy Orbinson participam com vocais de apoio e Jeff Lyne toca baixo e produz. “Free Fallin’”, “I Won’t Back Down”, “Love is a Long Road”, “Runnin’ Down a Dream”: a lista de composições exuberantes impressiona, assim como o trabalho de guitarra do grande Mike Campbell. Disco de cabeceira de quem tem algum juízo.


Social Distortion – Somewhere Between Heaven and Hell (1992)

A cultura low rider, o revisionismo da estética dos filmes de gângsteres e de pin-ups, as tatuagens e os rebeldes sem causa. Mike Ness tomou todos esses temas para si, escreveu belíssimas canções sobre eles e transformou-se em um tipo de trovador com espírito punk. O repertório do Social Distortion encontrou o equilíbrio perfeito em “Somewhere Between Heaven and Hell”, com sua produção impecável e um passeio de caranga envenenada por blues, rock’n’roll e Americana.


Fugazi – “In on the Kill Taker” (1993)

Surgido das cinzas de Minor Threat e Rites of Spring, o Fugazi pegou tudo que se conhecia sobre punk rock e hardcore e virou do avesso. A revista inglesa de metal Kerrang! certa vez descreveu a música da banda como post-hardcore e talvez seja o melhor rótulo para descrever o Fugazi. O grupo atingiu seu ápice em “In on the Kill Taker”, de 1993 - um êxtase de tramas instrumentais complexas e viscerais e com o inconfundível contraste entre as vozes de MacKaye e Picciotto. O repertório desse disco foi defendido ao vivo em performances arrebatoras por uma banda que deixava as tripas no palco.


Monster Magnet – Dopes to Infinity (1995)

Dave Wyndorf é um dos grandes artistas do rock dos últimos 30 anos e dono de uma de suas mais belas vozes. O líder do Magnet também conhece como poucos a cena de bandas de garagem dos anos 60, o hard rock, a psicodelia e o space rock dos 70’s. É um ourives da boa cultura pop. E foi reprocessando essas referências com uma quadrilha de grandes músicos que Wyndorf cunhou álbuns como “Powertrip”, “God Says No” e “Monolithic Baby!”. Em “Dopes to Infinity”, de 1995, há quase tudo do melhor que o Monster Magnet sabe fazer: temas instrumentais apocalípticos, baladas lisérgicas, flertes com o proto-punk à la Stooges/MC5 e hard/stoner pesadíssimo. Se existirem bordeis em Marte, é essa a música que eles tocam.


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domingo, 16 de novembro de 2014

The Downward Path - Entrevista



Downward Path é uma banda criada em 1995, o nome foi inspirado de um filme erótico de 1914. Ricardo Santos é quase um "one man band", teclados, vocais, guitarras, produção e tudo o mais.
Entre várias bandas e projetos, ele já produziu muitas bandas do underground paulista e coletãneas. Entre vários trabalhos, o volume mais recente da coletânea De Profudis (post punk compilation)
Na sequência um papo com Ricardo Santos que toca no "Wave Summer festival 2015" com a banda Klaustrophobik.
Por: Renato Andrade





1)Ricardo tudo bem? Vou começar com a pergunta bem clichê mas que sempre ajuda:
Como aconteceu o seu interesse pela música e quais foram as primeiras bandas e etc?

Ricardo: eu quando criança (lá nos anos 80) ficava muio tempo sozinho, então ouvia muito
radio... e aliado a isso tenho tres tios que eram "boêmios" e saiam de carro com um violão velho e paravam de bar em bar para tocar e beber e me levaram algumas vezes e isso marcou muito a minha infncia/começo de adolescência. era grandioso na minha visão da época que 3 caipiras com um violão fossem tão bem acolhidos onde paravam e começavam a tocar beatles, U2, legião urbana e todos aqueles clichês de pop rock que hoje soam inexpressivos para a grande massa "underground"

2)Qual a sua opinião sobre: synths, eletrônica e a tecnologia no Rock? E aqueles comentários de alguns digamos 'radicais" que defendem "a Santa trindade do Rock"
Resumindo: Você usa a tecnologia e instrumentos convencionais sem nenhum problema?

Ricardo: sou extremamente suspeito para falar de tecnologia no rock já que eu apesar de ter começado a tocar com instrumentos comuns em uma questão de meses eu adotei o uso do computador e em 1995 eu já compunha sem a necessidade de uma orquestra, o que possibilitou chegar onde eu estou hoje no que diz respeito à tecnologia de criação. E a coisa do radicalismo por parte dos puristas é curiosa... um dos power trio mais famosos do mundo é o rush e eles nos anos 80 abraçaram os synths e fizeram discos fodásticos. Os Doors nos anos 60 ja tocavam sem baixista, uma vez que Ray Manzarek fazia as partes do baixo no teclado, um dos pilares do radicalismo nacional é o Sarcofago e eles adotaram as drum machine nos anos 90 para poder realizar o que segundo eles nenhum humano conseguiria. é uma realidade que não vai desaparecer: qualquer um hoje usa a tecnologia para compor e gravar. Qualquer celular tem aplicativos que possibilitam a criação de música. se presta? certamente tem artistas que fazem boa musica com um par de colheres ou com um supercomputador, tudo depende de quem opera o instrumento. Eu hoje em dia tenho em meu pequeno estúdio equipamento para compor e gravar tudo sem sequer ligar o computador, se estiver na rua posso usar um tablet ou o celular para anotar ideias, mas seria estupidez não aproveitar o melhor do que cada meio oferece. nas gravações recentes do Downward Path eu tenho usado apenas a bateria sequenciada com o computador e usado timbres dos módulos que possuo e gravado o resto "na unha", mas planejo gravar algumas faixas em fitas de rolo e cortados em vinil para sair em um box com o lançamento do CD que esta sendo produzido para sair em março próximo;

3) Alem de suas outras bandas e projetos, The Downward Path seria a sua banda principal? Conte sobre o novo line up e as novidades do D.P.

Ricardo: Costumo brincar que eu sou o Downward Path. Eu amo meu trabalho com o In Auroram, exorciso demonios no EXCISIO, me divirto pra caralho com o H.A.R.R.Y. and the Addict, me delicio com a sonoridade do Clube ad Miragem, quebro tudo com o Klaustrophobik, mas no Downward Path eu tenho tudo isso.
A formação atual (e espero que permanente) é a Bruna no vocal e eu com o vocal e todo o resto hehe

4) Sei que você sempre trabalhou na produção e divulgação de bandas o que tem feito e o que está a caminho?

Ricardo: Eu ainda tenho meu site (esta em standby, mas o endereço desde 1997 é ww.dark.art.br), mas ando meio alheio ao trabalho com a divulgação de bandas. Infelizmente a coisa da internert tem criado um distanciamento entre os músicos da cena (assim como de outras creio eu), e tem sido cada vez mais por conta própria. nisso os Zineiros tem se tornado cada vez mais um tipo dispensáveis de profissional. Quanto à produção, eu curto muito mas ultimamente faço mais consultoria (quem se interessar em ter sua banda recebendo pitacos meus é só gritar!) do que produção propriamente dita, já que eu moro longe de tudo e todos.
E o que esta a caminho é o primeiro CD oficial do Downward Path (13 anos depois da primeira demo) a ser lançado pela Wave Records


5) Gosta de rótulos? Concorda que as vezes a midia e algumas pessoas distorcem tudo? ex: Tudo é Rock, mas "Burzum e Yes" são grupos de Rock, mas Bem diferentes......Como define o seu trabalho?

R: Rotulos são como camisetas de banda (que todo mundo diz que usa apenas para elas, mas serve para criar uma identidade de grupo e lubrificar relações e facilitar o encontro de pessoas com gostos similares). funciona? certamente. mas muita gente prefere não usar porque cria limites que nem sempre são bem vindos.
Usando um dos exemplos citados, você pega o album Hvis Lyset Tar Oss do Burzum que é um album típico de black metal e compara com o album Hliðskjálf que se colocado entre discos do Jean Michel Jarre ou Vangelis passaria batido, como pode-se rotular a banda?
Meu trabalho é mais ou menos como isso. eu apesar de tentar manter um caminho linear de produção, ainda é dificil traçar um paralelo entre Apart e These Days Are Gone Away por exemplo (ainda porque eu fiz o caminho reverso tendo começado com uma sonoridade mais sintética e tenho caminhado em rumo à humanização, que é a contramão da maioria das bandas que mudam de sonoridade)

6) Como você faz as suas músicas?, ainda no estilo "tudo começa no violão", ou teclados e computador?
Uma música como "Need" por exemplo foi feita em um violão? (rsrs)

R: Sim, sim, Need foi feita no violão!
eu ainda uso muito o violão pela praticidade (sempre tenho um ao lado da cama), mas troquei o uso do computador pelo tablet, para poder compor sem sair da cama hehe

7) Lembro que uma vez você apareceu com uma gaita de foles na loja Ferro Velho, como andam as suas pesquisas musicais? Você vai virar um "One man band"??

R: Eu tenho verdadeira paixão por coisas que fazem barulho e sempre que tenho a oportunidade pego algum instrumento diferente nem que seja para experimentar (como foi o caso da gaita de foles). atualmente eu tenho me divertido com uma Viola Caipira (usei-a na gravação de vidas secas que esta dísponivel no soundcloud) e tenho construido alguns geradores de ruido/osciladores para as minhas experimentações.
Quanto a me tornar um "one man band", eu ja abracei a causa a anos com o "Lifetime of Trials", "Von Richthofen' e até mesmo o "Downward Path" em alguns períodos

8) E sobre Cena e bandas undergrounds, o que existe de bom hoje? E o que te incomoda? O que acha desta nova midia e alguns lugares, eventos etc (virtual e física) da para
confiar? ou é tudo uma máfia de amigos?

R: Eu não sei bem o que acontece no underground hoje em dia.. eu não saio de casa a não ser para tocar, então não tenho parametros para falar a respeito. sempre que descubro alguma banda nova acabo descobrindo a seguir que só é nova para mim (e isso não é de hoje, porque eu me achei um genio quando compus melissa e dias depois alguem me contou sobre uma meia dúzia de bandas que ja fazia música com aquela sonoridade).
A internet como meio de propagação é linda! mas tira muito do romantismo de colecionar. eu tinha um orgulho tremendo da minha coleção de discos, fitas, videostextos, posteres, camisetas e tudo o que eu conseguia garimpando sobre as bandas que eu me interessava. hoje em dia com alguns cliques em uma página da internet e algumas horas de download eu tenho discografia completa, biografia atualizada minuto a minuto, e-mail pessoal de cada um dos membros da banda. em termos comparativos é como a vida real e o filme "Weird Science". não existe mais o prazer da conquista, o desafio da possibilidade da derrota. vem facil, vai facil.


9) Qual foi o melhor som que tocou e qual a maior roubada que teve de passar?

R: Acho que o show mais tecnicamente perfeito foi o do In Auroram no SESC Vila Mariana em 2009, mas se for quantificar qual o melhor em termos de diversão (ou a maior roubada) eu não sei quantificar. todo evento tem seus pontos positivos e negativos...

10) Como é o lance do Clube da Miragem? Ainda toca com eles?

R: O CDM é uma jam do Nick Cave e Blixa Bargeld com Cartola e Adoniran Barbosa (sim,
tocamos samba. sim, nós misturamos com pos punk. não, nós não temos vergonha disso). Sim, eu ainda faço parte do bonde dos malditos hehe


11) Na sua música você facilmente vai de um Slayer passando por Anti Nowhere League e Death in June. Creio que o radicalismo vem de algumas pessoas que acham heresia ouvir punk rock, EBM e darkwave, o que tem a dizer sobre?

R: Na abertura dos shows do Canibal Corpse nos anos 90 tocavam Dead Can Dance, na Australia, uma banda de black metal canadense chamada niflheim abre os shows do death in june, o darkthrone gravou um cover da Siouxsie and the banshees, Carpathian forest gravou um cover do cure, poupee fabrikk gravou um cover do bow wow wow, ryan adams gravou um cover do iron maiden, vader gravou covers do Depeche mode e do das ich, o Apoptygma berzerk remixou o Satyricon alem de ser amigos dos caras, das ich remixou Morbid angel, Anti nowhere league gravou covers da Cher e do Ralph mctell, Pistols gravaram Sinatra, Madonna homenageia Dimebag darrel em seus shows... e a lista vai longe. porque eu (ou qualquer outra pessoa) deveria se ater à mentalidade pequena de radicais anonimos que ouvem pagodinho escondido atrás de seus monitores e pagam de troo na balada?

12) Algumas citações e palavras, fale o que quiser:

I) filmes XXX ou filmes hard core movies?

Ricardo: XXX sempre.

II)Grind, crust e D-beat?

R: D-Beat

III) Punk rock americano ou europeu?

R: Europa, the gates of hell!

IV)Downward Path

R: Declinio perpétuo do nascer até o túmulo.

V) Música e política

R: Adoro crass, skrewdriver e public enemy com a mesma intensidade.

VI) Death in June fascista???
Crisis Anarquista !!!

R: É tudo uma cambada de nazi safado chupador de pau branco e não circuncidado..

VII) Harry (a banda)

R: Do caos à raw demo

VIII)Folk apocaliptico

R: Swastikas for noddy!

IX) Ebm old school e new ebm?

R: New ebm? achei que isso fosse trance

X) Wave Summer festival 2015

R: Klaustrofóbicos do mundo, uni-vos!

13) Pretende lançar algum CD, EP, LP ou K7? O que acha deste novo formato e mercado da música?
R; Se tudo correr bem em Março nas melhores lojas do ramo, CD. e edições limitadas em k7 e vinil.

14) Onde encontramos material do Downward Path e suas outras bandas?
R: Soundcloud.com/rss1334, www.myspace.com/ e www.lastfm.com,



15) Para terminar pode falar mal de tudo e todos e dar sua mensagem...

Ricardo: Lema da casa: se não tiver nada de bom para dizer, calo-me: " If the kids are united then we'll never be divided!"